Vamos falar sobre propriedade privada?

O processo de doutrinação ideológica em curso até hoje nas escolas e universidades brasileiras dividiu nossa população e destruiu conceitos básicos de civilidade e harmonia. Foi um processo muito bem arquitetado. Sólido e covarde, silencioso e certeiro. Não utilizaram do convencimento pela razão, pelos argumentos lógicos ou por debates republicanos; eles foram sorrateiros. Ocuparam corações e mentes de nossos filhos e filhas nas escolas e universidades, seguindo a máxima do socialista Gramsci que orientava seus companheiros: “Não tomem quartéis, tomem escolas e universidades, não ataquem blindados, ataquem ideias”. Uma guerra política fundamentada não em oferecer uma outra perspectiva de mundo para que as pessoas pudessem fazer suas próprias escolhas, mas em enterrar ideias contrárias as suas e alienar a população sob o seu ponto de vista. Importante fazer essa introdução antes de tratarmos especificamente sobre o assunto do texto de hoje, justamente para que fique claro que a liquefação de conceitos e valores para dividir a sociedade não é obra do acaso. Longe disso. Assim como fazem com todas as ideias que possam atrapalhar sua jornada de dominação em massa, os defensores da máquina estatal gigante e interventora tem um discurso extremamente conveniente sobre propriedade privada. Antes de mais nada, necessário se faz que possamos desmistificar alguns pontos que por ventura possam ter sido gravados no seu inconsciente, já que todos estudamos em escolas e universidades que são regidas pelo Ministério da Educação (ou seja, o Estado) e que tem como principal objetivo deturpar o conceito e a importância da propriedade privada numa sociedade.

Desmistificando conceitos

Desde o início dos tempos, quando o ser humano começou a se organizar em grupos, era preciso se ter pelo menos algumas regras básicas que norteassem o convívio entre as pessoas. Agora imagine que precisamos criar uma regra de conduta universal, para nortear o convívio entre pessoas, independente de credo, cor, posição social ou tribo em que viva. Bom, mesmo sendo de diferentes religiões, tribos, ou posição social, todas as pessoas tem algo em comum: são seres humanos individualizados, são únicos. E daí advém o conceito de propriedade. Só existe propriedade porque as coisas são finitas. Claro, pois se tudo fosse infinito, se você quisesse comer algo e este algo aparecesse na sua frente, não teria necessidade de você comprar e estocar para uma necessidade futura ou um inverno mais rigoroso. A necessidade de você comprar algo, agir sobre algo e denominar como seu vem justamente do fato das coisas terem fim. O bem mais precioso, finito e intransferível que temos é a vida. Seja a sua própria vida, a de seus filhos ou familiares, mas ainda assim é vida. Ora, é justo pensar que uma boa regra de convivência entre pessoas e uma boa regra universal a ser pactuada por todos é a da NÃO AGRESSÃO. Você não deve me agredir porque este corpo me pertence, é minha propriedade. O conceito de propriedade surge justamente da escassez, do entendimento que tudo tem um fim, e uma regra de não agressão as coisas que são suas, parece algo ético, razoável e universal no processo de estipularmos um convívio pacifico entre os seres humanos. Concorda? Pois bem, foi o que nossos ancestrais também pensaram. O direito sagrado de propriedade, sob seu corpo, suas ideias e suas coisas precisam ser respeitados. Isso até surgir alguns seres humanos. Estes que achando que tinham poderes sobrenaturais e que por isso deveriam fazer as escolhas por todos os outros, pois sabiam o que era melhor para a raça humana. Esses espertinhos resolvem então intervir no seu corpo, intervir nas suas escolhas e intervir na sua propriedade. Eles se reuniam para bolar os mais perversos planos de ataque as suas propriedades e juntos ficaram conhecidos como Governo.

Desrespeito que gera o caos

Fica fácil perceber o que aconteceu em seguida: quando se acabou o conceito de propriedade privada, os conflitos se acentuaram. Pessoas invadindo as casas de outras pessoas, o desrespeito ao indivíduo, ao seu corpo, a sua vida. A regra universal foi quebrada. Vivemos atualmente este cenário, no qual o nosso direito sagrado a propriedade privada é atacado diariamente pelo governo permeado por agentes da discórdia, que se alimentam de conflitos objetivando segmentar nossa sociedade e reinar soberanos perante um povo subjugado a suas regras que retroalimentam a servidão e a dependência. Precisamos seguir lutando pelo nosso direito sagrado a propriedade e recolocar a sociedade nos trilhos do respeito ao indivíduo, independentemente de sua cor, religião, sexualidade ou quaisquer outros rótulos que nos tentam imputar. Antes de mais nada somos seres humanos, e por esse simples fato merecemos respeito. Respeito a nossa individualidade, a nossa propriedade e as nossas escolhas.

Saulo Vieira

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