Imposto é Roubo?

Sim. O texto poderia muito bem terminar nesse primeiro ponto final, mas muitas dúvidas derivam dessa afirmação, então tentarei minimamente expor aqui de uma maneira didática, o que pensamos como solução para o problema.

Imposto é roubo sim. E é um roubo descarado. Mas, infelizmente, é o que temos pra hoje. Assim como a Democracia, que não chega nem perto de ser um sistema ideal.  Esperamos que, num futuro próximo, o sistema democrático evolua para algo mais justo. Enquanto isso, vamos ter que ir tocando as coisas com ele. E quando nós pensamos em impostos, basta fazer uma analogia com este sistema. Ainda tem muito o que melhorar.

Em 99% do tempo da nossa vida, nós vivemos em Anarquia.

Anarquia não é a ausência de Leis, é a ausência de hierarquia e dominação. Cada decisão sua de se relacionar voluntariamente com outra pessoa é uma decisão anárquica. Penso que um cenário mais justo pode ser desenhado sob uma sociedade na qual o governo (formado por burocratas corruptos e semianalfabetos) não esteja hierarquicamente acima do povo, na qual a nossa vida possa ser regida por nossas próprias escolhas. Saúde, segurança, educação e justiça são serviços que podem ser oferecidos pela própria sociedade.

O Estado já provou que consegue transformar em pó tudo aquilo que toca. Geralmente toda solução que o Estado apresenta para um problema social é bem pior que o próprio problema. Esse, para mim, seria o cenário ideal. Mas como sabemos, NÃO É O QUE TEMOS PRA HOJE.

O primeiro passo rumo a Liberdade.

Apesar de acreditar que um modelo de Anarquia de livre mercado possa ser mais justo, tenho a convicção que o pensamento filosófico evolui com o tempo. É fato que não estou fechado ao ponto de não rever meu posicionamento num futuro próximo com o natural surgimento de outras soluções sociais. Mas de uma coisa tenho certeza: o primeiro passo para liberdade é adotarmos uma perspectiva gradualista na construção de uma sociedade libertária. O Gradualista entende que o Estado não deveria existir, mas compreende que o caminho para uma sociedade na qual o indivíduo seja efetivamente dono de sua vida e senhor de suas escolhas perpassa necessariamente por um processo.  A primeira fase desse processo seria a diminuição do poder do Estado. A ideia é tirar o Estado de setores estratégicos para o desenvolvimento de uma sociedade, como educação e saúde, a atuação em Empresas, e devolver o poder de escolha ao cidadão respeitando sua autonomia e individualidade.

Mas e a questão do imposto?

Você deve estar se perguntando: se imposto é roubo e acabarmos com ele, como o Estado vai se manter?

Meu lado anarquista de mercado diria: não se mantém e sucumbe ao poder do povo.

Mas meu lado gradualista, que é a corrente filosófica na qual milito, diz o seguinte: se diminuirmos o tamanho dessa máquina estatal inchada, corrupta e burocrática, se a reduzirmos ao máximo, com certeza não haverá justificativa para tantos impostos, uma vez que são nossos impostos que sustentam esse Estado gigante e inoperante. Por estes motivos advogo pela desestatização de diversos setores e a consequente extinção de impostos sem sentido (ok, todo imposto é sem sentido rsrs) como IPVA, IPI, ITBI, Imposto de Renda.

Aliás, você sabia que o Imposto de Renda foi criado para financiar guerras provisoriamente? Não? Pois é… Mas deixemos esse tema para a nossa próxima conversa.

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