A ilusão do salário mínimo!

Um dos enganos insensatos com os quais devemos conviver nestes dias, tem a ver com a visão distorcida de que o salário mínimo é uma conquista e o mesmo serve para proteger o trabalhador do “empresário malvadão”. Todavia, ao contrário do que muitos pensam, esse serve apenas para remover os primeiros degraus na trilha do mercado de trabalho e fomentar ainda mais o desemprego. Não acredita? Vamos lá…

Economia, alguns princípios básicos

A princípio, é preciso analisarmos uma máxima econômica: os preços estão sempre em função da demanda; portanto, quanto maior for o preço menor será a demanda de um dado produto. E, assim, podemos correlacionar com a empregabilidade, ou seja, quando o Estado tende a aumentar os custos impondo um valor mínimo de salário -o qual supera a real produtividade gerada pelo empregado- ao empregador , menor será a demanda desse em contratar empregados. Dessa forma, instigam-se as demissões.
Agora, imaginemos o mercado de trabalho como uma escada, onde cada degrau é representado, hierarquicamente, de acordo com a experiência e habilidades dos indivíduos. Nos primeiros degraus, geralmente descrito por jovens, estão aqueles sem experiência alguma, logo com habilidades escassas. Nesse sentido, é inegável que as produtividades desses primeiros níveis são ínfimas e, consequentemente, o valor equivalente a ser retribuído será baixo. Contudo, embora a remuneração seja diminuta, ganha-se experiência e aprimoramento de habilidades que contribuirão para o alcance dos próximos níveis hierárquicos.
Até aí tudo bem, mas o que ocorre quando o salário mínimo é empregado?

Salário mínimo: uma ideia muito linda…na teoria

Quando o salário mínimo é aplicado, empresas ao verificarem que a receita extra produzida por funcionários dos degraus iniciais não é proporcional ao salário mínimo estabelecido pelo Estado, optam por demiti-los, pois percebem que não torna-se benéfico mantê-los na empresa, uma vez que estaria a pagar mais que os lucros gerados pelos os seus empregados. Assim sendo, as pessoas dos primeiros níveis, além de acabar no desemprego, deixam de ganhar experiência e desenvolver habilidades específicas dos cargos baixos, ou seja, os primeiros degraus da escada são extinguidos. Será que vale mesmo a pena condenar milhares de brasileiros ao desemprego sob o argumento de aumentar a renda daqueles que estão empregados?

Você sabia que países como Áustria, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia, Suíça, NÃO ADOTAM O SALÁRIO MÍNIMO!

Vamos ver um gráfico agora de um estudo realizado pelo Cato Institute que relaciona o índice de desemprego entre países que adotam o Salário Mínimo com os países que não o adotam.sm

Aqui vemos dados! Realidade! Não teorias recheadas de marxismo e ideologias afins. Observando o gráfico, o desemprego alcançou quase 12% em 2012 em países onde existe Salário Mínimo, contrastando com apenas 8% em países onde o salário mínimo NÃO EXISTE.
Em síntese, podemos concluir que o salário mínimo é apenas uma ilusão protecionista, a qual retira a liberdade de escolha das pessoas e prejudica o desenvolvimento dessas no mercado de trabalho. Como diria Ludwig Von Mises: “quem pede mais intervenção estatal está, em última análise, pedindo mais coerção e menos liberdade”.

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